Delegado Baretta: 38 anos dedicação à polícia
03/12/2018
Fazer algo em benefício da sociedade é a premissa de trabalho do Delegado, que está há trinta e oito anos na Polícia Civil do Piauí. Há seis ele coordena a Delegacia de Homicídios, que recentemente tornou-se Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa-DHPP.
 
Primeiramente ele foi auxiliar de perito, depois veio a promoção a comissário. Daí foi seguindo carreira, até chegar a Delegado. Barêtta sempre gostou de investigar. Passou por quase todas as delegacias de Teresina e também atuou como Delegado especial no interior do Estado, de Cajueiro da Praia, no norte, a Cristalândia, no sul. Também foi Delegado-Geral da Polícia Civil do Piauí. Na década de 80, muitos prefeitos foram assassinados no Piauí (Ex. Luzilândia, Aroazes, Manoel Portela, Altos). Em todos os casos o Delegado esteve à frente da investigação. Mas o maior marco da carreira veio na década de 90, com o combate ao crime organizado, que era chefiado pelo ex-coronel Correia Lima. Na época, o Delegado foi designado como presidente dos feitos investigatórios para reprimir os crimes dessa organização. O risco era tão grande, que precisou trabalhar na sede da Polícia Federal. Nessa mesma época ele criou a Comissão Investigadora do Crime Organizado-CICO, que posteriormente transformou-se em Grupo de Repressão ao Crime Organizado-GRECO.
 
O Delegado lembra que a falta de estrutura na época não era empecilho. As delegacias não tinham muita estrutura, as equipes tinham dificuldade para se deslocar de uma cidade para outra, não havia tecnologia, mas toda essa precariedade não desestimulava. O objetivo maior, que era desvendar o crime, estava acima de qualquer problema. O Delegado chegou a pegar depoimento em cima de um jacá no interior, mas nem por isso negligenciou na qualidade do trabalho. 
 
Para o Delegado Barêtta, existem três formas de solucionar um crime: por meio da confissão, do testemunho, ou evidência física. Em qualquer uma dessas, quanto melhor instruído o procedimento investigatório, mais fácil será punir o criminoso. Por isso, é preciso eficiência na execução dessa tarefa. Segundo o delegado, “uma das 
ferramentas indispensáveis para se obter a confissão de um indivíduo a quem está sendo imputada a autoria de um crime é a entrevista e o interrogatório. Mas para isso, temos que estar preparados, pois investigamos para prender, e não prendemos para investigar”. Tudo isso pautado na legalidade, pois segundo Barêtta, nenhum procedimento pode fugir da lei. É preciso transparência e credibilidade.
 
Ainda de acordo com o Diretor do DHPP, é necessário comprometimento. Não há hora para o crime. Por isso, o trabalho é ininterrupto. “Eu chego ao DHPP às 6h30 e sou o último a sair. Delegado tem que ter responsabilidade e compromisso.”, citou Barêtta.
 
Além dessa dedicação, é preciso técnica eficiente de investigação, que é aprendida por meio de treinamento especializado e de experiência. Barêtta, que é bacharel em Direito, é pós-graduado em ciências penais, fez cursos na Academia Nacional de Polícia, em Brasília: Curso de Formação e Aperfeiçoamento de Fuzileiro Naval. Além disso, fez Curso Avançado em Armas e Táticas Especiais na SWAT norte-americana e é tutor em cursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública-SENASP.
 
. “Eu sigo um protocolo de planejamento e operacionalidade. Cumpro passo a passo da doutrina de uma investigação criminal de homicídios em um modelo ideal, sem fugir dos preceitos metodológicos do Código de Processo Penal”, concluiu o Delegado, que tem como objetivo em sua gestão manter e ampliar os projetos em andamento, entre os quais citou a instalação de mais delegacias de homicídios no interior do Piauí.



Fonte: ASCOM SINDEPOL